quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mulher chilica!



Uma noite regada á bebidas e devaneios resulta sempre em conclusões. Algumas boas, outras não tão boas assim, é verdade. Lembro de ter escrito muitos textos depois de noites como a de ontem.
Mas esse é mais do que um texto, é uma dica (bem simples).

Assim como pomba arrulha e gato mia, mulher chilica.

É intrínseco. O fato é um só: homens terão que lidar com chiliques femininos durante toda sua existência humana (não sei ao certo se pombas e gatas também chilicam). Por isso pense mil e quinhentas vezes antes de mandá-la pastar, é a mesma coisa que ficar indignado por uma pulga pular. E isso não é uma desculpa para os ataques dignos de rotweiller com fome que as mocinhas têm quando menos se espera: é uma prática constatação para tornar a vida mais fácil.

Feito o Big Bang, o faniquito transforma a matéria calma, aparentemente inerte, no maior estrondo do universo. A diferença é que nenhuma vida é criada, mas alguma pode ser tirada… Homens são toscos demais para notar as sutilezas do nascimento de um chilique (sim, sempre há uma razão para eles). Pode ter sido o jeito rude que você reagiu quando ela o olhou o menu e não achou nada com menos de 4 mil calorias: “Você está de dieta, querida, não o mundo”. Pode ter sido aquela “coisinha à toa” do dia em que ela estava de cama uivando de tanta cólica, vivendo horas felizes e inesquecíveis à base de bolsa de água quente e relaxantes musculares em doses industriais e você, bocó, não desmarcou o chopinho com os amigos. E voltou à uma da manhã, bêbado, tentando se justificar “Mas fofa, você tava dormindo”. O faniquito pode nascer de um olhar desviado, da falta de atenção nas palavras dela, de um cílio caído na hora errada, não interessa: sabemos muito bem (e sentimos muito bem, às vezes de forma completamente não controlável, comos se tivéssemos sido dominadas por uma pomba gira não-medicada) a razão da explosão. E é bom você ir aprendendo.

Antes de sair andando e deixar a moça sozinha a espernear, tente entender o motivo da cena medonha (mulheres chilicadas jamais são charmosas). Mesmo que você não encontre vestígio de razão para tal ataque, procure. Dê uma rewind na memória recente e detecte meia dúzia de coisas que ela pode ter achado suficientemente más para queimá-lo vivo. Afaste as facas, tesouras e qualquer objeto cortante e vá se desculpando de uma por uma, sem parar, sem tomar ar, sem dar chance dela retrucar com gritos, cinismo ou, a pior das armas: lágrimas grossas e pesadas. Não deixe a bola cair e verá que em instantes sua sincera (uma ova, mas não importa) tentativa de redimir-se causará o apaziguamento da alma daquela mulher à sua frente. E, claro, um bálsamo para seus ouvidos. Ela ficará linda, aninhada em seus braços, ainda teimando que tem razão mas… touro laçado. Todas nós merecemos uma boa e generosa dose de compreensão. Não questione, apenas aceite e cale a boca se não quiser começar a briga de novo.

Mas veja bem, aqui vai uma dica: Se ela chilicar mais do que três ou quatro vezes num período de tempo inferior a três ou quatro TPM´s, a sua princesinha está precisando não é de compreensão, é de camisa-de-força, mesmo: ninguém tem direito de ser tão chato. Nem mesmo uma mulher.

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